O Chóriço quer candidatar-se à Junta lá da terra pelo partido das setinhas.
- Ó pá, não pode ser... - recusou o presidente da concelhia.
- Nã pode pruquê?
- Com um nome desses?
- Eu ache qu'o nome é uma vantage. Em vez dum otoclante, ofrecia um chóriço a cada pessoa. Olhó outro... aquele de Braga.
- Não. Nem assim.
- Ai não? Atão e se for assado?
Contos curtos de Carlos Alberto Silva, resultado das colaborações na página do Facebook «Escrita de microficção», no blogue «77 palavras» e outros. [Todos os textos são redigidos em total desprezo pelo actual (des)acordo ortográfico]
sábado, 23 de setembro de 2017
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Em campanha
![]() |
| Ilustração de Kaine Lacerda |
- Sua esta, sua aquela!
- Isso és tu e a tua mãezinha!
Até que surge o maior ultraje, a ofensa suprema:
- Sabes o que és, sabes?
- Não, mas tu vais dizer-mo, não é?
- Vou. És uma grandessíssima filha da… po-lí-ti-ca!
Caça ao voto
Carregou a cartucheira com esferográficas,
calendários, porta-chaves...
- Onde vais? - perguntou a mulher.
- Vou caçar votos!
cão-panha
Ladram os cães, atrás da caravana partidária.
Diz alguém: - Aqueles andam em cão-panha!
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
O desatino de Vermelhusca
Vermelhusca foi levar uma bucha à avó enferma. Ignorando as advertências da mãe, deambulou pela mata. Apareceu-lhe um lobo de falinhas mansas e ajustaram uma corrida.
Em três tempos, o bicho alcançou a casa da velha. Atemorizada, a senhora encafuou-se no guarda-fatos. Com artes de transformista, o carnívoro aninhou-se na cama dela.
Ao chegar, Vermelhusca desatinou com aqueles preparos: era tudo em grande, sobretudo os dentes...
Acudiram uns lenhadores, que escorraçaram a fera, salvando avó e neta.
Etiquetas:
77 palavras,
contos de fadas inversos
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
O que não tem remédio...
O problema era bicudo.
Não achando solução,
ela optou por um solucinho.
terça-feira, 19 de setembro de 2017
Hortugrafia
«Nao! - respondeu o candidato a escritor. -
Nao sao errus hortugraficos, é iscrita queriativa. Daaaa...».
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
O consorte
Quando descobriu que a noiva,
escolhida pelo rei seu pai,
era bela e inteligente,
ele percebeu que era
um príncipe com sorte!
sábado, 16 de setembro de 2017
Os passarinhos
Estão dois passarinhos pousados numa árvore
e diz um para o outro:
- Olha, sabes que mais? Vou mudar de ramo!
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Notícias falsas
Dedicava-se à criação de «fake news».
Era um dos tais que dizem «inventos»
em vez de «eventos».
segunda-feira, 31 de julho de 2017
A senhora pequenina
Tradução e adaptação de Carlos Alberto Silva de um antigo conto infantil inglês (de fantasmas). A capa apresentada é apenas umas das muitas versões da história.
Era uma vez uma senhora pequenina que morava numa casa pequenina numa aldeia pequenina. Um dia, a senhora pequenina vestiu o seu casaco pequenino e saiu da sua casa pequenina para fazer uma caminhada pequenina.
segunda-feira, 3 de julho de 2017
A lagarta e as cerejas
Uma lagarta de Rhagoletis Cerasi nasceu, como seria de esperar, dentro de uma cereja. Assim que saiu do ovo, começou logo a dizer mal da sua vida:
- Que raio de cereja onde eu havia de nascer, tão azeda e descorada, que pior não há-de haver.
Descontente com a sua sorte, decidiu buscar outra morada.
Arrastando-se, arrastando-se, procurou uma cereja mais a seu gosto. Assim que se instalou, começou de novo a reclamar:
- Que raio de cereja havia eu de escolher, neste canto onde o sol não chega. Aqui, morrerei de frio.
E arrastando-se, arrastando-se, procurou outra cereja mais o seu gosto.
- Que raio de cereja onde eu havia de nascer, tão azeda e descorada, que pior não há-de haver.
Descontente com a sua sorte, decidiu buscar outra morada.
Arrastando-se, arrastando-se, procurou uma cereja mais a seu gosto. Assim que se instalou, começou de novo a reclamar:
- Que raio de cereja havia eu de escolher, neste canto onde o sol não chega. Aqui, morrerei de frio.
E arrastando-se, arrastando-se, procurou outra cereja mais o seu gosto.
domingo, 2 de julho de 2017
A laranjeira do Ogre
O Ogre da Cornualha plantou no seu jardim uma laranjeira. Durante vários anos, nunca frutificou, embora ele cuidasse dela com todo o esmero.
Até que, finalmente, ao sétimo ano, vingou uma laranja. Quando esta amadureceu, o Ogre saboreou-a, deliciado, e desistiu da ideia de arrancar a laranjeira.
Ao oitavo ano, a árvore deu quatro laranjas. Ao nono, deu oito.
- Está a progredir! - exultou o Ogre.
No entanto, ao décimo ano, a laranjeira deu apenas três... pintassilgos.
Até que, finalmente, ao sétimo ano, vingou uma laranja. Quando esta amadureceu, o Ogre saboreou-a, deliciado, e desistiu da ideia de arrancar a laranjeira.
Ao oitavo ano, a árvore deu quatro laranjas. Ao nono, deu oito.
- Está a progredir! - exultou o Ogre.
No entanto, ao décimo ano, a laranjeira deu apenas três... pintassilgos.
sábado, 1 de julho de 2017
O dilema do extraterrestre
Zhlarg conduziu a astronave em direcção ao seu objectivo. A
missão que lhe fora incumbida pela Confederação Intergaláctica era clara:
desparasitar o único planeta habitável do sector VLS9. No porão na nave vinha,
pronto a ser usado, o dispositivo de eliminação selectiva.
Quase a chegar, fez um giro de reconhecimento pela zona iluminada do pequeno satélite inerte e vociferou:
- Raios os partam, já arranjaram maneira de vir para aqui também, estragar... Tenho de pôr cobro a isto!
Rumou então em direcção à grande esfera azulada.
Quase a chegar, fez um giro de reconhecimento pela zona iluminada do pequeno satélite inerte e vociferou:
- Raios os partam, já arranjaram maneira de vir para aqui também, estragar... Tenho de pôr cobro a isto!
Rumou então em direcção à grande esfera azulada.
quarta-feira, 28 de junho de 2017
O peido
A audiência estava ao rubro. A abertura do concerto estivera a cargo da banda de covers «Deep Purple Throat». Era agora a vez da tão ansiada actuação dos «Intestinal Scream», iniciadores do «Gut Metal Rock».
Quando o vocalista, maquilhado a rigor, entrou em cena, o público aplaudiu-o calorosamente.
Imóvel, no meio do palco, o cantor levantou os braços. Fez-se silêncio. Foi então que anunciou que iria fazer um statement.
O baterista rufou a percussão e fez tinir os pratos. O solista dedilhou um intrincado arpejo na guitarra eléctrica. E o baixista arrancou um longo mugido do seu instrumento.
Quando o vocalista, maquilhado a rigor, entrou em cena, o público aplaudiu-o calorosamente.
Imóvel, no meio do palco, o cantor levantou os braços. Fez-se silêncio. Foi então que anunciou que iria fazer um statement.
O baterista rufou a percussão e fez tinir os pratos. O solista dedilhou um intrincado arpejo na guitarra eléctrica. E o baixista arrancou um longo mugido do seu instrumento.
A casa (des)assombrada
Tinha
fama de assombrada. À noite, as pessoas passavam ao largo, receosas. Diziam que
se viam, lá dentro, luzes estranhas e se ouviam ruídos tenebrosos.
Situada
perto do caminho-de-ferro, estava rodeada por um denso matagal. A pátina do
tempo fazia-a parecer, cada vez mais, soturna e decadente. Não obstante, as
paredes e o telhado continuavam íntegros e firmes.
Dizia-se que pertencera a uma família distinta a quem um acidente trágico
dera sumiço. No entanto, não havia quem se lembrasse do nome deles, quem eram
ou o que faziam.
terça-feira, 27 de junho de 2017
No bosque de Pã
Os eventos daquela manhã prenunciavam mais um dia miserável. Para começar, o carro deu o berro à porta de casa. Resignado a tomar o autocarro, percorreu a contragosto o caminho até à paragem mais próxima. Não chegou a tempo e o seguinte só passaria daí a uma hora, tarde demais Para piorar, começou a cair uma chuva miudinha, insistente. Não trouxera guarda-chuva e sentia a humidade a repassar-lhe os ossos.
Decidiu meter os pés ao caminho e tomar um atalho através do parque. A terra amolecida cedia debaixo dos sapatos, conforme se ia embrenhando entre as árvores. Entregue a si própria, aquela massa vegetal era mais um bosque selvagem que um parque. Mas isso não o preocupava, era território conhecido. Por ali, ganharia, pelo menos, meia hora. Talvez conseguisse chegar a tempo.segunda-feira, 20 de julho de 2015
O pesadelo do Tio Arlindo
O tio Arlindo acordou sobressaltado: parecera-lhe o estrondo de uma porta! Àquela hora, isso só podia significar uma coisa: estava a ser assaltado. Levantou-se devagarinho, tentando atenuar os rangidos da cama. Calçou os chinelos e pegou na caçadeira. Pé ante pé, avançou pelo corredor. Silêncio. Será que os ladrões estavam à espera de o apanhar desprevenido? De subido, um clarão iluminou a janela. Segundos depois, novo estampido. Arlindo suspirou de alívio. Pura ilusão: era apenas uma trovoada.
[Participação no Desafio 94 do blogue «77 palavras», de Margarida Fonseca Santos]
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Garotices
O bando reunia-se no descampado atrás da
escola. Pedro era o mais alto. Vítor, macilento e enfezado, era tido como muito
esperto. Por seu lado, Paulo era um fedelho manhoso, que viera de outro bairro.
O restante punhado de cachopos andava às ordens do trio.
Apesar de Pedro ser «o chefe», era Vítor
quem tomava as decisões mais importantes. Paulo, a quem uma parte dos elementos
do grupo obedecia directamente, não escondia os ciúmes…
Embora passassem a maior parte do tempo a
«reinar», a sua ocupação preferida era, nos intervalos e no final das aulas,
extorquir os restantes colegas. E não apenas os lanches. Dinheiro, roupas e
objectos de marca, tudo o que viesse à rede era peixe. Uns encontrões e umas
ameaças eram o suficiente para que as suas vítimas não dessem com a língua nos
dentes.
Num dia de Verão, já as aulas tinham terminado, depois de
umas braçadas no rio, decidiram ir jogar futebol. Pedro levava a bola que o avô
lhe oferecera pelos anos, mas como de costume, foi Vítor quem começou a formar as
equipas. Dessa vez, Pedro discordou das escolhas. Ele é que mandava e, ainda
para mais, a bola era sua. Depois de uma azeda troca de palavras, Vítor decidiu
desvincular-se do grupo. Pedro gritou-lhe:
- Se te vais embora, nunca mais voltas a andar connosco!
- Quero lá saber. Estou farto de te aturar. – disse Vítor, virando
as costas.
Paulo estava exultante. Sempre invejara a influência do
outro e agora tinha o caminho livre. Só que a sua alegria foi sol de pouca
dura. Pedro chamou uma loirita arrapazada, por quem andava embeiçado.
- A partir de hoje, és o meu braço direito. – disse-lhe. –
Escolhe tu.
Foi a gota de água. Sentindo-se preterido «por causa de uma
gaja», Paulo ameaçou ir-se também.
- Mau! Não vais nada embora. Tu é que pediste para entrar no
grupo. Só sais quando eu te deixar.
- Vou eu e vão os meus amigos!
- Isso é que era bom. Não vais tu nem vai ninguém. Eu é que
mando. Atrevam-se e vão ver como elas vos mordem… – berrou Pedro.
Mas Paulo e os colegas ignoraram-no e foram mesmo embora. A
pouco e pouco, os restantes garotos acabaram também por desmobilizar. Nem a
loirita ficou.
Amuado, Pedro sentou-se na bola, com a cara entre as mãos e
os cotovelos apoiados nos joelhos. Dizem até que chorou.
Pedro cresceu e acabou por se tornar o primeiro-ministro de
um belo país à beira-mar plantado. Numa certa tarde de Verão, pareceu-lhe, amargamente,
estar a reviver aquele episódio.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Elogio da Greve Mansa
A greve é um direito constitucional
Desde que não seja no meu quintal
E não belisque a conveniência geral
Não afecte a produção das farinhas
Nem ponha em causa a criação de galinhas
Nem traumatize as pobres criancinhas
O melhor seria ouvir os poderes instalados
E fazê-la no dia e hora mais adequados
Para não haver prejudicados
Talvez ao domingo depois do sermão
No feriado da Imaculada Conceição
Ou dia de São Nunca (que é santo pagão)
Nos restantes dias a greve já cansa
Agitando a louca bandeira da esperança
Que a melhor das greves é a greve mansa
A culpa
a culpa
da queda do investimento nacional
é da chuva
a culpa
do descalabro da dívida pública
é do nevoeiro
a culpa
da derrapagem orçamental
é do granizo
a culpa
das políticas de austeridade
é do vento suão
a culpa
do aumento dos impostos
é das marés vivas
a culpa
dos cortes nas pensões
é da trovoada
…
e a culpa
de termos de aturar estes anormais
que nos andam a lixar a vida
é das profissionais do sexo
já que os deram à luz!
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
O massacre do OE13
- Bzzz… Ai ‘miga, o que é aquilo que ali vem?
- Foge, ‘miga! Ele quer dar cabo de nós.
A mais gorda das melgas, no entanto, não escapa ao grosso maço
de papel. A outra, escanzelada, mas ágil, lamenta-se:
- Coitadinha… Bzzz… Eu bem lhe disse que sugar um vampiro
era muito arriscado...
E foge dali, aproveitando a confusão de folhas pelo ar. Na última
que chega ao chão, pode ler-se: «Orçamento de Estado para 2013».
Resposta ao desafio nº 24 do blogue 77palavras.blogspot.pt de Margarida Fonseca Santos.
Resposta ao desafio nº 24 do blogue 77palavras.blogspot.pt de Margarida Fonseca Santos.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Artesanato trágico
Era um leitão de
cortiça com uma rolha por nariz. Estava
na montra, entre um almofariz de pedra
e um despertador em forma de bola de ténis. Decidi oferecê-lo ao glutão
do Alfredo. Entrámos na loja, mas uma vespa
enfurecida atirou-se a mim. Tive de me defender com um rolo de papel que estava ali à mão. Um golpe mal
calculado e o bácoro desfez-se em pedaços. Agora... vou ter de lhe oferecer um a sério.
Assado.
Resposta ao desafio nº 23 do blogue 77palavras.blogspot.pt de Margarida Fonseca Santos.
domingo, 16 de setembro de 2012
A marcha do futuro
Primeiro, pingaram algumas gotas dispersas, qual chuvisco de
Verão. Gota a gota, o caudal engrossou, até se transformar numa torrente imparável.
E a torrente fez-se rio, um rio de gente corajosa, ocupando as cidades.
Vieram novos e velhos, trazendo a força dos sonhos
atraiçoados, uma réstia de esperança, um grito na garganta. Por isso, armaram-se
apenas com palavras, algumas muito duras… porém verdadeiras. Encheram praças e
avenidas, quebrando a letargia de um país adiado. Exigindo um futuro!
Resposta ao desafio nº 18 do blogue 77palavras.blogspot.pt de Margarida Fonseca Santos.
sábado, 1 de setembro de 2012
Maria não vai com as outras
Maria não vai com as outras, não.
Ela só vai onde a leva o coração.
Se a querem por companhia,
Que a esperem …ou que se vão.
Maria não pode ir agora,
Pois mergulhou nas ondas da paixão.
O anel de Lena
Lena é uma jovem alegre e desinibida que adora roupas coloridas.
O seu riso contagiante faz com que todos a estimem. Sabem que Lena perdeu o pai
num acidente trágico e que, por isso, a mãe sofre de uma constante depressão. E
que é a coragem, a alegria e o amor da filha que a mantêm viva…
No entanto, em segredo, Lena afaga o pequeno anel que o pai
lhe deu e chora amargamente a sua ausência.
Resposta ao desafio nº 17 do blogue 77palavras.blogspot.pt de Margarida Fonseca Santos.
Blue moon
Desafiou-a a ir ter com ele ao alto do monte. À luz da segunda lua cheia de Agosto, renovariam os votos que tinham feito há anos atrás. Esperou toda a noite. A lua apareceu, Maria não.
[Participação no desafio 23 da página «Escrita de Microficção». Tema: «À espera de Maria».]
O irresistível aroma da tarte de amora
Da janela entreaberta, desprendia-se um aroma irresistível. Pedro e Afonso largaram a bola e
aproximaram-se, sorrateiros, do quintal da vizinha. Mal os pressentiu, o anafado
gato amarelo bufou e esgueirou-se para cima de uma árvore.
Parados debaixo do parapeito, puseram-se à escuta, até se
certificarem de que não havia ninguém na casa. Pedro ajoelhou-se, Afonso subiu
e lançou a mão à bela tarte de amora.
De repente, sentiu que alguém o puxava para dentro. Tinha sido apanhado!
Resposta ao desafio nº 17 do blogue 77palavras.blogspot.pt de Margarida Fonseca Santos.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
O Castelo das Palavras
![]() |
| Castelo de Newschwanstein, na Baviera, Alemanha. |
No Castelo das Palavras, havia salas onde se guardavam todos
os tipos de palavras. A Sala das Palavras Macias tinha palavras como «peluche», «espuma» e
«almofada», mas também «carícia», «beijo», «mãe» e outras do género. A Sala das
Palavras Ancestrais tinha palavras como «mundo», «fonte» e «nascimento». A Sala
das Palavras Magoadas tinha palavras como «ausência», «lágrima»,
«fome» ou «solidão». Mas havia também a Sala das Palavras Terríveis, onde se
guardava a mais terrível de todas: «morte».
Resposta ao desafio nº 16 do blogue 77palavras.blogspot.pt de Margarida Fonseca Santos.
domingo, 19 de agosto de 2012
A saga do tio Arlindo - Aventura no café Paris
1. O tio Arlindo andava intrigado com a faina do Lopes. Ora entrava carregado de caixas, ora saía cheio de sacos. Pôs-se nas suas tamanquinhas e foi ao café Paris, investigar a coisa.
2. No café
Paris, ele bem perguntou pelo Lopes. Que não, que ainda não tinha
entrado lá naquele dia. Pasmado, o tio Arlindo coçava a cabeça. Estava a
começar mal, aquela investigação.
3. Ao sair do café Paris, o tio
Arlindo viu o vulto do Lopes abandonando a mercearia do Brites e
entrando numa carrinha da Panrico. «Que estranho!», pensou. O mistério
adensava-se.
4. No outro dia, o tio Arlindo chegou cedo ao café
Paris. Lá estava a carrinha da Panrico, mas… o tal vulto não era o
Lopes. O tio Arlindo percebeu então que tinha de passar a usar óculos.
Etiquetas:
escrita de microficção,
tio Arlindo
Subscrever:
Mensagens (Atom)





















